Fecundação
De uma forma geral. a fecundação corresponde ao momento em que o espermatozoide consegue penetrar o óvulo. Deste processo resulta uma única célula, o ovo ou zigoto, cujo núcleo possui o dobro dos cromossomas existentes nos núcleos dos gâmetas. A fecundação permite a fusão, ao acaso, de dois gâmetas com informações genéticas distintas. Este acontecimento permite o aparecimento de descendentes com combinações únicas de características nas populações.
Durante a relação sexual, a ejaculação masculina liberta na vagina esperma que contém milhões de espermatozoides. Uma quantidade apreciável destas células fica em contacto com o muco cervical produzido pelas glândulas presentes no colo do útero.
Como ocorre a fecundação?
Apenas uma percentagem pequena dos espermatozoides chega ao útero, onde o muco que recobre o endométrio lhes proporciona uma maior mobilidade em direção às trompas de Falópio.
Caso tenha ocorrido ovulação, o oócito II encontra-se nas trompas, na região próxima dos ovários. As células foliculares que envolvem o oócito libertam compostos químicos que acabam por atrair centenas de espermatozoides para a sua vizinhança. Para atingir a membrana do oócito II, os espermatozoides necessitam de penetrar através das células foliculares e da zona pelúcida, uma camada glicoproteica que envolve o oócito.
Ao atingir a zona pelúcida, os recetores membranares do espermatozoide ligam-se a proteínas existentes nessa zona, desencadeando a reação acrossómica (exocitose de enzimas hidrolíticas, presentes no acrossoma do espermatozoide). Essas enzimas degradam as glicoproteínas da zona pelúcida do oócito II, tornando-se possível a progressão do espermatozoide e a fusão da sua membrana com a do oócito.
Na zona periférica do citoplasma do oócito II existem grânulos corticais carregados de enzimas digestivas. O contacto entre as membranas dos dois gâmetas provoca a reação cortical (exocitose do conteúdo dos grânulos para a zona pelúcida). Essas enzimas degradam os recetores da zona pelúcida, impedindo a poliespermia (fusão do oócito com mais do que um espermatozoide).
Em consequência da plasmogamia, o oócito II conclui a segunda divisão da meiose, daí resultando o pronúcleo feminino do óvulo e o segundo glóbulo polar. O núcleo do espermatozoide sofre descondensação, dando origem ao pronúcleo masculino, que se funde com o pronúcleo feminino (cariogamia). Desta fusão resulta um núcleo diploide com cromossomas de origem paterna e de origem materna. Terminada a fecundação, o ovo inicia uma série de divisões celulares mitóticas e de processos de diferenciação celular que originarão um novo organismo que, ao fim de 40 semanas, está apto à vida fora do útero.~
Vídeo da Escola Virtual - Fecundação, desenvolvimento embrionário e gestação:







